Cidadãos demonstram ceticismo sobre custos e neutralidade das tropas na região
A Indonésia iniciou o treinamento de até 8 mil soldados que poderão ser enviados como parte de uma força internacional de paz em Gaza, representando o primeiro compromisso concreto do país no Conselho de Paz proposto pelos Estados Unidos. Apesar da experiência indonésia em missões da ONU, como no Líbano, muitos cidadãos questionam a neutralidade da operação e os custos envolvidos, já que o Conselho de Paz não tem mandato da ONU e detalhes sobre a atuação das tropas ainda são vagos.
Autoridades afirmam que o objetivo é garantir que o processo de paz respeite os direitos palestinos e avance na solução de dois Estados. O presidente Prabowo Subianto confirmou o envio e pretende comparecer à reunião inaugural do conselho em Washington. Protestos e petições locais criticam o envolvimento, apontando riscos políticos e financeiros. Especialistas alertam para a necessidade de cuidado para que as tropas indonésias não se envolvam em confrontos diretos. Analistas regionais destacam que a Indonésia é vista como mediadora aceitável por ambas as partes. A força prevista incluirá unidades de engenharia, médicas e outros especialistas em manutenção da paz.
A expectativa é que a missão indonésia em Gaza siga o modelo equilibrado já aplicado no sul do Líbano. A decisão reforça a tentativa de visibilidade internacional do país, mesmo diante de oposição interna significativa.
