Hospital Cassems celebra 15º transplante de medula óssea com sucesso em Campo Grande

A manhã desta quinta-feira (23) foi marcada por uma vitória emocionante nos corredores do Hospital Cassems de Campo Grande. A beneficiária Luana de Oliveira Souza Weis recebeu a notícia mais esperada de sua jornada clínica: a sua medula óssea “pegou”.

O procedimento, do tipo autólogo — no qual são utilizadas as próprias células-tronco do paciente —, representa um marco fundamental no tratamento. A “pega” da medula é o termo técnico para o momento em que as células transplantadas começam a produzir novas células sanguíneas saudáveis, indicando que o corpo aceitou o novo sistema hematológico.

Luana recebeu a notícia com muita emoção e gratidão pela equipe do hospital, que esteve ao seu lado durante todo o processo de transplante. Ela conta que, agora, o seu único objetivo é viver.

“Eu estou bem emocionada, porque são vários dias que a gente fica aqui internada e quando a gente recebe a notícia que a medula pegou, dá uma alegria muito grande para a gente. Quero agradecer a toda a equipe, desde os médicos, os enfermeiros, os psicólogos, os fisioterapeutas, os nutricionistas. É tanta gente envolvida, que a gente sente carinho de cada um, quando eles entram aqui, trazendo alegria, trazendo um ânimo para a gente. Então, só tenho que agradecer e estou muito feliz que aconteceu. Eu quero sair daqui sabendo que deu tudo certo, quero voltar para minha família, para as minhas filhas, e saber que valeu a pena tudo isso. É isso que eu quero, quero viver”, comemora.

A mãe da Luana, Gislaine Aparecida de Oliveira, não conseguiu segurar a emoção de ver a cura da filha se tornando real. Gislaine, assim como a Luana, agradeceu a equipe do hospital e destacou a resiliência da filha no enfrentamento durante a processo. 

“Como mãe, eu estou muito feliz. Só tenho que agradecer à equipe médica porque foi tudo muito rápido, a decisão de fazer o transplante, mas correu tudo bem e só tenho que agradecer cada um de vocês, o pessoal da limpeza, o pessoal da copa, da cozinha. Eu vejo carinho em cada detalhe, em cada procedimento. A maneira como cada profissional fez a diferença na vida dela. Agradeço à Deus por me dar uma filha tão forte. Eu a acho tão forte, tão corajosa e às vezes a gente não fala, mas eu a sinto tão forte e falo para Deus: obrigado Senhor, por você me dar a chance de amar cada dia mais a minha filha e de dar essa nova chance de ver ela nascendo de novo. A minha palavra é gratidão, uma gratidão eterna por vocês. Vocês não sabem a diferença que fazem na vida do paciente, na vida da família”, agradece.

Referência em Alta Complexidade

Luana entra para a história da unidade como a 15ª paciente a realizar o transplante de medula óssea (TMO) na instituição. O Hospital Cassems de Campo Grande consolida sua posição estratégica na saúde regional, sendo atualmente o único hospital no Mato Grosso do Sul apto e habilitado para realizar esse tipo de procedimento complexo.

O presidente da Caixa dos Servidores, Ricardo Ayache, pontua que “saber que a medula ‘pegou’ é o renascimento de um ciclo. Para o hospital, cada número representa uma vida que não precisou sair do estado para buscar tratamento especializado”. 

A conquista de Luana reforça a importância da infraestrutura tecnológica e da especialização profissional disponível no Hospital Cassems da capital. Isso permite que beneficiários da Caixa dos Servidores enfrentem batalhas contra doenças graves com o apoio de uma rede de suporte local e de alta performance.

O médico hematologista responsável pelo Transplante de Medula Óssea do Hospital Cassems de Campo Grande, Renato Yamada, foi o responsável pelo tratamento da Luana. Renato explica o caso da paciente e o procedimento realizado.

“A Luana é uma paciente de 34 anos que tem um diagnóstico de linfoma de Hodgkin, que é o câncer do sistema linfático. Então, quando a paciente tem uma recidiva – reaparecimento de uma doença – ela recebe um novo tratamento, uma quimioterapia ou imunoterapia e a gente consolida o tratamento com o transplante de medula óssea autólogo, que é o procedimento que faz a coleta de células dela mesma e a própria célula da paciente é infundida. A coleta foi um sucesso e hoje estamos comemorando a pega da medula óssea, que é quando essas células dela mesma enxertam na medula e ela começa por si só a produzir as células”, pontua Yamada.

Entenda o Procedimento

O transplante autólogo realizado em Luana seguiu etapas rigorosas:

  • Coleta: As células-tronco saudáveis da própria paciente foram colhidas e congeladas.
  • Condicionamento: A paciente passou por quimioterapia de alta dose para eliminar as células doentes.
  • Infusão: As células guardadas foram devolvidas ao organismo.
  • A “Pega”: O sucesso confirmado nesta quinta-feira, quando a medula volta a funcionar plenamente.
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