Justiça condena Giroto e mais seis por irregularidades em obras rodoviárias
O ex-secretário estadual de Obras Edson Giroto e mais seis pessoas são condenados por improbidade administrativa em uma ação relacionada a contratos de recuperação da MS-270, MS-444 e MS-473. A decisão é do magistrado Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos de Campo Grande. A empresa Proteco Construções também foi condenada.
De acordo com a sentença, a Proteco recebeu R$ 12,97 milhões da Agesul pelo contrato firmado em 2013. A perícia apontou que R$ 9,84 milhões teriam sido pagos sem a correspondente execução integral dos serviços previstos. A Justiça não reconheceu favorecimento na contratação, mas identificou irregularidades na execução do contrato.
Giroto teve os direitos políticos suspensos por oito anos, perdeu a função pública e foi condenado a pagar R$ 500 mil por dano moral coletivo. Outros seis réus foram condenados, enquanto cinco foram absolvidos. As indenizações por dano moral coletivo somam cerca de R$ 1,8 milhão. As defesas contestaram a perícia e alegaram falta de comprovação de dolo. Giroto afirmou que vai recorrer e questionou a publicação da sentença durante o período eleitoral.
