A Polícia Civil concluiu o inquérito da morte de Isis Ojeda da Silva, de 1 ano e 9 meses, com indiciamento do pai, Igor Silva de Souza, por estupro de vulnerável, e da mãe, Simiona Ojeda, por maus-tratos. O laudo necroscópico confirmou o abuso sexual e apontou asfixia mecânica como causa da morte.
Isis morreu no dia 9 de julho, após ser levada com falta de ar ao posto de saúde de Camapuã. Ela havia recebido alta um dia antes do Hospital Universitário em Campo Grande, onde foi internada com infecção na traqueostomia e sinais de negligência, como larvas na cânula e piolhos.
Durante o atendimento, profissionais de saúde identificaram indícios de abuso e acionaram a polícia. Igor confessou o estupro, alegando histórico de abuso na infância. A mãe, que acompanhava a criança, foi indiciada por omissão.
O irmão mais velho de Isis, de 2 anos e 9 meses, foi retirado da família e encaminhado ao programa Família Acolhedora. O caso corre em segredo de Justiça.
