domingo, 1/03/2026

Especialistas alertam para possível explosão de casos de Covid-19 após o Carnaval

Uma análise inédita feita pela plataforma SP Covid-19 Infotracker, desenvolvida por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), revelou um aumento de 140% nos casos positivos de Covid-19 na capital paulista em apenas duas semanas.

Com essa rápida escalada, cresce a preocupação entre os especialistas de que possa ocorrer uma explosão de registros da doença após o Carnaval.

A média móvel semanal de casos saltou de 168, em 21 de janeiro, para 404, em 4 de fevereiro, último dado disponível no painel da Secretaria Municipal da Saúde.

Além disso, laboratórios e hospitais registraram um aumento na taxa de testes positivos para Covid-19. A Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) apontou que janeiro deste ano fechou com um índice de 26% de confirmação, o dobro do registrado no mesmo mês de 2023 (13%).

No Hospital Albert Einstein (SP), os testes positivos nas cinco primeiras semanas deste ano aumentaram 43% em relação ao mesmo período de 2023.

Wallace Casaca, coordenador da plataforma Infotracker, ressaltou que houve um aumento consistente de casos desde o final do ano passado, mas os dados disponíveis não indicam alta de internações ou mortes.

“A expectativa é de um pico de casos nas próximas semanas, ainda que menos grave do que em anos anteriores, devido à vacinação, mas sem dúvida teremos um aumento significativo”, afirmou Casaca.

A infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas (SP), concorda com a previsão e acrescenta que, embora haja um aumento nos casos, a maioria apresenta sintomas leves.

Já Renato Kfouri, infectologista e vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), alertou para o impacto das aglomerações do Carnaval no aumento dos casos, especialmente quando já existe uma onda em curso.

O Ministério da Saúde reforça a importância das medidas de prevenção, como isolamento, uso de máscaras e higienização, mesmo com a alta taxa de vacinação.

A circulação de novas variantes, especialmente as subvariantes da Ômicron, como a JN.1, é apontada como o principal fator associado ao aumento de casos. Essas cepas têm liderado a transmissão e são também as mais prevalentes nos Estados Unidos.

Com informações: Brasil ao Minuto – R7

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