Novos repasses de R$ 140,7 mil cada levaram promotores a pedir ampliação do rastreamento financeiro
O dinheiro saiu, os pagamentos apareceram e agora o Ministério Público quer olhar mais de perto as contas e as conversas de investigados no caso da Santa Casa de Campo Grande. A apuração sobre possíveis desvios milionários ganhou novos capítulos com a descoberta de outros repasses à empresa Redvalue.
A investigação faz parte da Operação Antidotum, que levou à prisão da ex-presidente da instituição, Alir Terra, e de outros ex-dirigentes em setembro. O foco está no contrato para digitalização de prontuários médicos e documentos administrativos, cuja contratação e execução são questionadas pelos investigadores.
Segundo o Ministério Público, pelo menos três pagamentos de R$ 140,7 mil cada foram identificados nos meses de maio, junho e julho de 2026. Os promotores apontam indícios de direcionamento na contratação e de prioridade nos repasses, mesmo diante de questionamentos sobre a execução dos serviços.
Agora, a Promotoria pediu à Justiça a ampliação do período de análise financeira até outubro e a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de investigados. A solicitação inclui dados de e-mails, arquivos em nuvem e cópias de conversas do WhatsApp. A Justiça deverá analisar os pedidos. Enquanto isso, a investigação continua tentando esclarecer o caminho do dinheiro.
