Pesquisadores alertam para possíveis impactos sobre espécies nativas e defendem monitoramento da região
Pesquisadores confirmaram o primeiro registro científico do lagostim-vermelho (Procambarus clarkii) no bioma Amazônia. Os animais foram encontrados em 2018 na praia do Cruzeiro, em Icoaraci, distrito de Belém, no Pará. As duas fêmeas tinham 12,6 e 13,4 centímetros de comprimento e foram identificadas como lagostim-vermelho-da-Luisiana. A espécie é originária do sul dos Estados Unidos e do nordeste do México, e sua presença fora da área natural é considerada um caso de bioinvasão.
Segundo os pesquisadores, o animal pode competir com espécies nativas por alimento, espaço e outros recursos. Também existe preocupação com a possível transmissão de organismos patogênicos, como o Aphanomyces astaci, um agente aquático associado a doenças em crustáceos. Apesar do alerta, os cientistas ressaltam que ainda não há dados suficientes para determinar a quantidade de lagostins na região, sua área de distribuição ou se a espécie já conseguiu se reproduzir e estabelecer uma população.
O estudo, realizado por pesquisadores da UFPA e da UFRA, reforça a necessidade de monitoramento e novas pesquisas na Amazônia.
