Médico já havia sido preso por porte ilegal de arma e estava em liberdade com medidas cautelares.
O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso novamente na quinta-feira (3), durante as investigações sobre a morte da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti em Campo Grande. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio após a Polícia Civil identificar inconsistências na versão apresentada pelo médico.
Fabíola foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em maio deste ano, em uma residência na Chácara dos Poderes. Na ocasião, Jazbik afirmou que a companheira havia tirado a própria vida. A investigação, porém, apontou indícios de que a cena da morte teria sido alterada para sustentar essa versão.
O médico já havia sido preso após o caso, por porte ilegal de arma de fogo. Ele conseguiu liberdade provisória mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com testemunhas.
Agora, Jazbik volta à prisão e foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A nova detenção ocorre enquanto a Polícia Civil avança na apuração do caso. As autoridades ainda devem esclarecer os detalhes e os fundamentos da prisão.
