Alergias severas podem evoluir rapidamente e exigir socorro imediato
O choque anafilático voltou a chamar atenção após casos graves registrados em diferentes estados. Em Mato Grosso do Sul, uma idosa de 60 anos precisou ser internada em UTI após apresentar reação alérgica ao testar um batom vendido no Centro de Campo Grande. A paciente teve inchaço, falta de ar e alterações clínicas, recebendo atendimento hospitalar e posteriormente alta médica.
O médico Yuri Chiarelli Perdomo, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o choque anafilático é uma reação alérgica grave e de rápida evolução, geralmente causada por uma resposta exagerada do sistema imunológico a determinadas substâncias, como fragrâncias, conservantes e corantes presentes em produtos.
Segundo especialistas, a alergia pode surgir após uma exposição anterior ao componente, quando o organismo cria uma memória imunológica. Em uma nova exposição, mesmo uma pequena quantidade do alérgeno pode desencadear sintomas intensos, como inchaço, dificuldade para respirar, queda de pressão, tontura e perda de consciência.
Outro caso que gerou repercussão ocorreu no Paraná, onde o engenheiro e piloto Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após uma reação alérgica grave durante um “batismo” com óleo de motor de aeronave. A investigação apontou edema nas vias aéreas provocado pela reação, levando à asfixia.
A Anac alertou que produtos químicos aeronáuticos, como óleos e lubrificantes, não devem entrar em contato com a pele por oferecerem riscos à saúde. Médicos recomendam procurar atendimento imediato diante de sinais respiratórios, inchaço de mucosas ou sensação de desmaio.
Fontes médicas orientam que pessoas com histórico de alergias evitem produtos sem procedência, utilizem cosméticos regularizados e procurem avaliação de um alergologista para identificar substâncias causadoras de reações. O diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para reduzir riscos de morte.
