quarta-feira, 7/01/2026

Beto Pereira propõe audiência pública para debater a profissão de motoristas de aplicativo

O deputado federal Beto Pereira (PSDB/MS) propôs uma audiência pública em Mato Grosso do Sul para debater o Projeto de Lei Complementar do Poder Executivo que regulamenta o trabalho dos motoristas de aplicativo. O Projeto foi encaminhado à Câmara dos Deputados e a proposta deverá ser examinada em regime de urgência constitucional e poderá ser votada até 29 de abril.

Para o deputado, o Projeto traz alguns avanços como a garantia de direitos trabalhistas e previdenciários, mas precisa de um debate amplo para analisar todos os pontos. “A proposta traz avanços para a categoria, mas o texto também tem pontos polêmicos que merecem ser analisados e discutidos minuciosamente”, afirmou o parlamentar.

A audiência pública proposta por Beto Pereira deverá acontecer em conjunto com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e envolver toda a categoria. “Os motoristas de aplicativo são uma realidade na nossa sociedade. Se tornaram uma opção viável para o transporte de passageiros, portanto é importante esse debate”, disse o deputado.

O Projeto de Lei Complementar tem o objetivo, segundo o Poder Executivo, garantir aos motoristas de aplicativos um pacote de direitos trabalhistas e previdenciários sem interferência na autonomia que eles têm para escolher horários e jornadas de trabalho. A proposta não inclui entregadores que prestam serviço por aplicativo.

A remuneração mínima para os trabalhadores, pelo projeto, é proporcional ao salário mínimo atual, de R$ 1.412. Foi fixada em R$ 32,10 por hora trabalhada, entendida como o período das corridas e não aquele “em espera”. Desse total, R$ 8,03 são referentes aos serviços prestados. Os outros R$ 24,07 serão para cobrir custos (celular, combustível, manutenção do veículo, seguro, etc).

Previdência


Pela proposta, os motoristas passam a ser enquadrados como contribuintes individuais para fins previdenciários e serão classificados como “trabalhador autônomo por plataforma”. O texto institui contribuições previdenciárias dos motoristas e das empresas operadoras de aplicativos, equivalentes a 7,5% (motoristas) e a 20% (empresas) do salário de contribuição (R$ 8,03/hora). As operadoras ficarão responsáveis pelo recolhimento de ambas contribuições. Mulheres motoristas de aplicativo terão direito a auxílio-maternidade.

Atualmente, o motorista de aplicativo que quer algum benefício previdenciário tem que pagar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como Microempreendedor Individual (MEI). Porém, essa contribuição não é obrigatória.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Com apoio da senadora Tereza Cristina e de Marco Santullo, São Gabriel do Oeste recebe quase R$ 300 mil para a assistência social

O vice-prefeito de São Gabriel do Oeste (MS), Rogério Rohr, destacou a importância do recurso destinado à área da assistência social do município, no...

Câmara cria Comissão para defender contribuintes sobre IPTU 2026

Em Campo Grande, vereadores formaram nesta segunda-feira (5) uma Comissão Técnica para apurar possíveis irregularidades no aumento do IPTU 2026, surpreendendo contribuintes com reajustes...

Casal é detido pela PM após fuga em motocicleta

Na noite de segunda-feira (5) a PM prendeu um homem e uma mulher após perseguição no bairro Jardim América em Paranaíba. O casal desobedeceu...

Larápio cai de árvore ao furtar cabos e acaba preso em Dourados

Um homem foi preso em flagrante nesta segunda-feira (5) após tentar furtar cabos de telefonia no bairro Parque das Nações, em Dourados. Durante rondas,...