Estreito de Ormuz continua como uma das principais cartas na queda de braço entre Irã e Estados Unidos
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, subiu à tribuna da ONU com um recado direto para Donald Trump: pressão, ameaça e sanção não farão Teerã se render. Segundo ele, a resistência iraniana aumenta justamente quando a pressão também aumenta. Trump havia ameaçado “aniquilar” a República Islâmica caso um acordo não seja alcançado.
Pezeshkian, porém, deixou uma porta aberta para a diplomacia. Traduzindo a queda de braço: um ameaça, o outro responde e ninguém parece disposto a piscar primeiro. No meio da briga está o Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo e gás. O Irã quer recuperar o acesso à passagem e rejeita o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, enquanto Washington mantém a pressão sobre navios e portos iranianos.
Durante o discurso, Pezeshkian também acusou EUA e Israel de ataques contra o país. A delegação norte-americana deixou o plenário durante a fala. No palco da ONU, portanto, o recado ficou claro: por enquanto, Trump aperta e o Irã responde que não vai baixar a cabeça.
