PF aponta falhas de 16 funcionários após queda da Voepass

Investigação aponta falhas no degelo e procedimentos antes do acidente aéreo

Dono da empresa e diretor de manutenção estão entre os responsabilizados

A Polícia Federal indiciou 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, após a queda do ATR 72-500 que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em agosto de 2024. Segundo a investigação, o acidente foi provocado pelo acúmulo de gelo na asa direita da aeronave, falhas no sistema de degelo e uma sequência de erros operacionais da tripulação. Entre os indiciados estão o dono da companhia, José Luiz Felício Filho, e o diretor de manutenção, Eric Consoli.

O laudo da Polícia Federal apontou que problemas anteriores da aeronave não teriam sido registrados corretamente nos diários de bordo, indicando falhas nos procedimentos internos da empresa. A investigação também identificou uma possível cultura de omissão de registros de panes.

O inquérito será encaminhado ao Ministério Público Federal, que avaliará se apresenta denúncia à Justiça. Caso a denúncia seja aceita, os envolvidos poderão responder a processo criminal pelo acidente considerado um dos mais graves da aviação brasileira recente.

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