Audiência é marcada por acusações de parcialidade e ameaça de abandono
O primeiro dia do julgamento dos policiais militares acusados pela morte do empresário Antônio Vinícius Gritzbach foi marcado por forte tensão e embates verbais no Fórum de Guarulhos, em São Paulo. A sessão foi interrompida após troca de acusações entre defesa e Ministério Público durante o depoimento do perito criminal. O profissional admitiu ter participado de reunião prévia com a promotoria, o que gerou questionamentos da defesa sobre possível acesso indevido a documentos sigilosos.
Os advogados afirmaram que houve comprometimento da imparcialidade da prova técnica e classificaram a situação como uma “jogada” processual. Em reação, o promotor de justiça rebateu as críticas e sugeriu que a defesa atuava em consonância com criminosos, elevando ainda mais a tensão na audiência. A fala provocou protestos imediatos e ameaças de abandono do plenário por parte dos advogados dos réus. O episódio resultou em sucessivas interrupções e intervenção da autoridade judicial para manter a ordem.
No julgamento, três policiais militares são acusados de participação na execução de Gritzbach e de um motorista de aplicativo. Ao todo, 21 testemunhas devem ser ouvidas ao longo do processo, em etapas de acusação e defesa. O caso segue em andamento no Tribunal do Júri, que também definirá a responsabilidade dos réus após os debates finais.
