Parlamentar reforça importância da atenção primária, critica modelo focado em especialistas e destaca soluções práticas para reduzir filas e custos. O deputado federal Dr. Luiz Ovando presidiu, neste dia 7, no plenário da Câmara dos Deputados, a Sessão Solene em homenagem ao Dia Mundial da Saúde, reforçando a necessidade de mudanças estruturais no modelo de atendimento à população brasileira.
Durante o evento, o parlamentar destacou que o sistema de saúde no país ainda está excessivamente voltado ao tratamento de doenças já agravadas, em vez de priorizar a prevenção e a atenção básica.
“A saúde não pode continuar sendo tratada apenas quando o problema já se agravou. É preciso agir antes, com prevenção, acompanhamento e responsabilidade”, afirmou. Com mais de cinco décadas de atuação na medicina, o deputado defendeu a valorização do médico clínico como eixo central para um sistema mais eficiente. Segundo ele, fortalecer a atenção primária é essencial para reduzir filas, evitar encaminhamentos desnecessários e diminuir os custos públicos.
“O médico clínico resolve a maior parte dos problemas de saúde da população. Quando ele é valorizado, o sistema funciona melhor, o paciente é atendido mais rápido e o gasto público é reduzido. Estamos aplicando esse método com êxito em Rio Verde, no Mato Grosso do Sul, onde, com a atuação estruturada de médicos clínicos, conseguimos reduzir em quase 80% os encaminhamentos para grandes centros. O resultado é claro: menos custos, mais agilidade e melhor recuperação para os pacientes”, pontuou.
Ovando também fez críticas ao atual modelo de expansão do acesso a especialistas, alertando que a estratégia pode gerar efeitos contrários aos desejados. Para ele, políticas que ignoram a base do sistema acabam sobrecarregando atendimentos de média e alta complexidade.
“Empurrar o paciente direto para o especialista, sem diagnóstico firmado, desorganiza o sistema, aumenta custos e não resolve o problema na origem”, disse.
O deputado ainda ressaltou que saúde vai além de hospitais e medicamentos, envolvendo fatores como estilo de vida, prevenção e responsabilidade individual. “A saúde começa no dia a dia. Na alimentação, na atividade física, no cuidado com a mente e nas escolhas que cada um faz”, afirmou.
Ao final, Ovando reforçou o compromisso de continuar atuando por um sistema mais humano e eficiente, com foco em resultados concretos para a população, e fez um alerta sobre o momento político que o país se aproxima. “As eleições batem à porta. E com elas, uma decisão que ultrapassa partidos, ideologias ou discursos fáceis. É a escolha do rumo do nosso país.
Na saúde, não há espaço para improviso, populismo ou ilusões. Cada decisão equivocada custa caro e, muitas vezes, custa vidas. Por isso, é preciso escolher com consciência, escolher quem compreende a saúde além dos discursos, quem valoriza a prevenção, a responsabilidade e o cuidado real com as pessoas. O futuro da saúde no Brasil não será definido apenas em gabinetes, será decidido nas urnas”, concluiu.
