Entidade defende discussão responsável sobre transporte, saúde, alimentação e creches
A presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, afirmou que o debate sobre qualidade de vida do trabalhador não pode se limitar à proposta de redução da jornada de trabalho. Segundo ela, discutir apenas a diminuição de horas trabalhadas seria uma solução superficial diante de problemas estruturais enfrentados diariamente pelos brasileiros. A dirigente destacou que muitos trabalhadores passam horas em transporte público precário para chegar ao emprego e também enfrentam longas esperas por atendimento em postos de saúde.
Outro ponto citado é a perda do poder de compra, já que, segundo a entidade, o salário tem rendido cada vez menos diante do aumento dos preços dos alimentos. A presidente também questionou a dificuldade de acesso a alimentos básicos a preços acessíveis, apesar da grande produção agrícola do país. Além disso, apontou a falta de creches e a incompatibilidade de horários como um desafio para pais e mães trabalhadores. Para a FCDL-MS, qualidade de vida envolve um conjunto de políticas públicas que garantam condições dignas no cotidiano. A entidade defende que o debate nacional seja ampliado para incluir infraestrutura urbana, segurança alimentar e suporte às famílias.
A federação reforça a necessidade de uma discussão mais ampla e qualificada sobre as condições reais de vida do trabalhador brasileiro.
