Doze mulheres que frequentam casas de forró no Brasil e na Europa denunciaram homens por vazarem e venderem fotos e vídeos íntimos delas em grupos do Telegram. Entre os grupos apontados estão o “Cremosinhas da Putaria” e o “Vazadinhas Inéditas”, usados para compartilhar e comercializar imagens sem consentimento. As vítimas relataram ter conhecido os homens em bailes, festivais e escolas de dança. Sete delas também sofreram assédio e agressões.
O caso foi levado ao Ministério Público Federal, que solicitou à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar possíveis crimes como pornografia de vingança, assédio e ameaça. Os grupos exigem fotos, dados pessoais e informações sobre vulnerabilidades das mulheres para participação, e cobram até R$ 50 mensais. A denúncia alerta para uma rede que pode ser internacional, com casos em São Paulo, Rio de Janeiro, Cotia e até na Itália.
Feministas criaram a Frente Fulô, que promove campanha contra misoginia no forró, com distribuição de flores de crochê em eventos. As casas de forró citadas afirmam repudiar atitudes que desrespeitem frequentadoras, reforçando o compromisso com ambientes seguros.
A Polícia Federal ainda não se manifestou sobre as investigações em andamento.



