Professores da Reme exploram novas formas de ensinar Arte

Professores de Arte da Rede Municipal de Ensino (Reme) participaram, entre os dias 10 e 18 de agosto, da formação “A mediação artística e o tempo da arte na escola”, realizada na Morada dos Baís. A atividade propôs novas formas de aproximar os estudantes das produções artísticas e culturais e transformar essa experiência em possibilidades de aprendizagem em sala de aula.

Parte da programação foi dedicada a uma visita mediada à Morada dos Baís e ao Museu Lídia Baís. A partir do contato com o acervo, os docentes foram convidados a observar, interpretar e estabelecer relações com as obras, pensando em como essas experiências podem ser desenvolvidas posteriormente com os alunos.

Para a formadora Kelly Queiroz dos Santos Oliveira, doutoranda em Educação, a mediação artística não consiste em apresentar uma interpretação pronta sobre uma obra, mas em criar possibilidades de diálogo entre o público e a produção artística.

“Depois de visitar a Morada e ver as obras, pensamos em como levar isso para a sala de aula e aproximar os alunos tanto do patrimônio quanto das produções artísticas da Lídia”, afirmou.

Olhar para além das obras

A experiência também provocou novas reflexões entre os próprios professores. Thiago Silva de Morais, docente da Reme que também atua como artista e produtor cultural, contou que a visita permitiu observar sob outras perspectivas um espaço e uma produção que já conhecia.

“Apesar de já conhecer a história da Lídia, é interessante rever alguns pontos. Ela produzia muito, experimentava, fazia coisas. E, para a época e para o contexto em que viveu, isso chama atenção”, destacou.

Segundo o professor, o contato com o patrimônio também abriu possibilidades para trabalhar a memória em sala de aula.

“Tem muitas memórias para se escavar aqui, para trabalhar”, afirmou.

Arte como experiência

Embora a Morada dos Baís e a produção de Lídia Baís tenham servido como referência para os encontros, a proposta apresentada aos professores pode ser aplicada a diferentes artistas, obras e patrimônios.

A ideia é ampliar as possibilidades de trabalho com Arte a partir da observação, da interpretação e da construção de relações entre os estudantes e as referências culturais presentes em seu entorno.

Na prática, o contato com espaços culturais e produções artísticas pode contribuir para que os alunos conheçam diferentes formas de expressão e também reconheçam elementos da história e da identidade de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul.

A formação, assim, coloca o professor como mediador desse encontro, criando caminhos para que a experiência com a arte ultrapasse a observação de uma obra e se transforme em investigação, reflexão e aprendizagem.

Ao aproximar a escola de espaços culturais e do patrimônio local, a iniciativa amplia as possibilidades de aprendizagem dos estudantes e cria novas maneiras de trabalhar Arte no cotidiano escolar. A proposta também valoriza referências culturais que fazem parte da história da cidade e podem ser exploradas pelos alunos a partir de diferentes perspectivas.

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