Mato Grosso do Sul atravessa uma fase de transição no ciclo pecuário, com preços em recuperação enquanto a oferta de animais ainda é alta, reflexo das decisões produtivas dos últimos anos. Na cria, a valorização do bezerro melhora a receita e abre perspectivas mais favoráveis, mas a retenção de fêmeas exige cautela. Já na recria e engorda, o aumento dos preços de reposição ainda não acompanha a valorização da arroba do boi gordo, comprimindo margens.
Entre 2019 e 2021, a retenção de fêmeas expandiu o rebanho, enquanto a partir de 2022 o abate elevado reduziu o efetivo estadual, que caiu para cerca de 17,2 milhões em 2023. Em 2024 e 2025, observa-se estabilização do rebanho e alta da arroba e do bezerro, sinalizando mudança de percepção do mercado. A volatilidade de preços reforça a importância de contratos, mercado futuro e opções para proteger margens. Produtores que ajustam produção e comercialização atravessam a fase de transição com segurança e competitividade. O Boletim Técnico da Famasul fornece dados estratégicos para orientar decisões no setor.
