Operação “Sistema Solar”: Polícia Federal corre atrás do significado da senha

Matéria publicada pelo prestigioso CORREIO DO ESTADO poderá ser a cereja do bolo na investigação que apura o propinoduto na Educação. Descobriu-se, através de um relatório com 85 páginas, que havia um destinatário final recebendo as supostas propinas e a senha seria “SISTEMA SOLAR”.

A matéria publicada pelo jornalista Hélio Kaspary (29/05, 15h00) no site do “CE’ fala sobre a operação deflagrada pela PF, CGU e Receita Federal fundamenteda em pedidos de busca e apreensão da operação Veritatis, de 21 de maio, em Campo Grande e no Rio de Janeiro, que um dos implicados denunciados não passava de simples “peão” e que o dinheiro tinha como destinatário um chefe maior envolvido.

O delegado Dr. Marcos Damato, da Polícia Federal, ficou restrita a dois contratos que envolveram uso de recursos federais, mas as suspeitas são de corrupção em uma série de outras compras. As informações relativas a estes outros contratos – informou o delegado em seu despacho enviado ao juiz – seriam enviadas posteriormente ao Ministério Público Estadual. 

INDICATIVOS

O primeiro e mais forte indicativo é que Um dos implicados não era realmente o destinatário final das supostas propinas que aparecem na página 10 do relatório da Polícia Federal. Os dois contratos na mira da PF eram da gestão estadual que acabou em 2022.

Diálogo entre os empresários alvos da operação do último dia 21, eles se mostram insatisfeitos porque teriam de juntar R$ 1 milhão (um milhão de reais) em dinheiro e entregar para uma pessoa ou instituição identificada como “Sistema solar”. 

Para a PF, a senha estava se referindo “aparentemente a alguém de alto escalão da Administração Pública”, porém o delegado, não detalha sobre “quem seria” a pessoa ou instituição, uma estratégia investigativa afim de impedir que a investigação subisse para instâncias superiores caso envolvesse alguém com foro privilegiado.

SISTEMA SOLAR

O diálogo que menciona o “Sistema solar” ocorreu em 7 de fevereiro de 2022 e os interlocutores deixam claro que não concordavam com o valor e até discutem com frase do tipo “Quem combinou juntar isso?” e a resposta gravada: “Foi “Gordim”, respondeu Leonardo.

A investigação especula que, provavelmente seria alguém na FIEMS. Ainda nas gravações se fala em R$ 1,6 milhão dos quais R$ 1 milhão em dinheiro vivo. A discussão continua. Fala-se na falta de chance de arrumar ‘em dinheiro’ e a liberação de R$ 11 milhões sobre compra de mobílias escolares. A propina -segundo o relatório – seria referente ao pagamento liberado.

O relatório da Polícia Federal da operação Vox Veritatis, não faz nenhuma menção sobre a pessoa que seria o possível chefe ou o destinatário final das supostas propinas cobradas.

Voltaremos.

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