Excesso de umidade prejudica plantio, favorece doenças nas lavouras e reduz abastecimento nos principais polos produtores de São Paulo e Rio de Janeiro
As fortes chuvas que atingiram o Sudeste no final de 2025 e início de 2026 afetaram a produção de alface em importantes polos de São Paulo e Rio de Janeiro, reduzindo a oferta e elevando os preços ao consumidor. Segundo o Cepea, o excesso de umidade, os ventos fortes e episódios de granizo prejudicaram o calendário de plantio e colheita, comprometendo a qualidade das hortaliças. Dados da Climatempo indicam que, em janeiro, Mogi das Cruzes, um dos principais fornecedores do cinturão verde que abastece a Ceagesp, registrou 366 milímetros de chuva.
Em Ibiúna, o clima úmido aumentou a incidência de doenças como míldio, rizoctonia e pythium, afetando ainda mais a qualidade das lavouras. Em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, os produtores reduziram o ritmo de plantio devido às chuvas constantes. Como consequência, o preço da alface crespa no mercado fluminense subiu 42% entre dezembro e janeiro. O impacto já é percebido nas regiões metropolitanas, que dependem do abastecimento de São Paulo e do Rio de Janeiro.
De acordo com o Cepea, a oferta limitada deve persistir pelo menos até março. A normalização do mercado dependerá da estabilização das condições climáticas, permitindo a recuperação das lavouras.
