O caso do feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, morta em fevereiro pelo ex-noivo Caio Nascimento, ganha novos desdobramentos. Um relatório da Polícia Civil indicou que a Guarda Civil Metropolitana teria sido acionada para acompanhar Vanessa até sua residência após ela registrar um boletim de ocorrência na DEAM. No entanto, a Secretaria Executiva da Mulher (Semu) negou qualquer solicitação de acompanhamento, alegando que não houve registro oficial desse pedido.
A Corregedoria da Polícia Civil concluiu que as delegadas seguiram todos os protocolos exigidos pela Lei Maria da Penha no atendimento a Vanessa, apesar das alegações de falhas levantadas por autoridades estaduais. O inquérito revelou que as delegadas cumpriram o fluxograma correto, mas a falha maior teria sido a demora na intimação do agressor.
A tragédia tomou proporções maiores após o assassinato de Vanessa, que foi esfaqueada pelo ex-noivo em sua residência, logo após receber a medida protetiva. Relatórios da Deam apontam que Vanessa estava em um relacionamento abusivo e, por meses, foi manipulada e controlada por Caio. O caso agora está sendo revisado, com um grupo técnico revisando mais de 6 mil boletins de ocorrência de violência doméstica, a fim de melhorar a celeridade e eficácia do atendimento às vítimas.