Câmara dá aval a Projeto de Lei voltado a pais e mães atípicos com voto favorável de Pollon

Deputado parabeniza relatoria em discurso que revela episódio especial após receber o seu diagnóstico

Em votação, na sessão desta terça-feira (11), a Câmara dos Deputados aprovou o PL 3124/23, matéria que propõe a implementação de um atendimento prioritário na Rede Pública de Saúde aos pais e mães atípicos, ou cuidadores de portadores do espectro autista. O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) diagnosticado TEA desde 2024 votou favorável ao projeto, que agora segue para a apreciação do Senado.

“A deputada Simone Marquetto (MDB-SP) tem olhado com muito carinho e cuidado para as crianças autistas e as mães autistas. Se vocês já imaginam, o quão difícil é ser autistas no Brasil, mais difícil é para as mães. Pois elas vivem, m sua grande parte, como se estivessem sempre vindo de um cenário de guerra”, lembrou o parlamentar, em discurso na tribuna, com menção à relatora da matéria.

Visivelmente emocionado, Pollon relembrou do período logo em que recebeu a notícia de que seria autista, após longa análise clínica, durante 2024. O deputado federal contou na sessão a respeito da ocasião na qual precisou consolar a mãe de um TEA, preocupada com o futuro do seu filho, a tranquilizando ao confidenciar o seu próprio diagnóstico. 

De acordo com a proposta do PL 3124/23, pais de indivíduos autistas passariam também a possuir fila especial no atendimento psicossocial do SUS (Sistema Único de Saúde). O texto que teve a aprovação da Câmara estipulado ainda a necessidade de uma regulamentação futura ao uso dos cordões inclusivo, simbólicos à comunidade TEA. 

“Eu me deparei no aeroporto onde uma criança foi barrada para entrar com o cordão que traz o símbolo do quebra-cabeças. Poucas pessoas sabem que esse cordão não é regulamentado”, citou nota mesmo evento Legislativo, a deputada federal Simone Marquetto, que relatou a matéria apresentada pelo parlamentar gaúcho, Pompeu de Mattos, do PDT.

Estatística da Sociedade Brasileira de Pediatria aponta que uma, em cada 54 crianças no Brasil seja portadora do Transtorno de Espectro Autista, estudo que também aponta o percentual de 40% das mães destes indivíduos com problemas de depressão, ou distúrbios de ansiedade. Estima-se que a prevalência de TEA entre os brasileiros seja de 5,6 milhões de pessoas, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Cenário que uniu parlamentares, no mesmo propósito de transformação, independentemente de sigla partidária, ideologia política ou jornada de mandato. “É nosso dever pensar em quem mais precisa e depende do nosso trabalho para ter uma vida melhor, ou, pelo menos, enfrentar com maior dignidade os seus desafios”, comentou Pollon quanto a primeira vitória do projeto.

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