sábado, 14/03/2026

Beto Pereira propõe audiência pública para discutir projeto que regulamenta a profissão de motoristas de aplicativo

O deputado federal Beto Pereira (PSDB/MS) propôs uma audiência pública em Mato Grosso do Sul para debater o Projeto de Lei Complementar do Poder Executivo que regulamenta o trabalho dos motoristas de aplicativo. O Projeto foi encaminhado à Câmara dos Deputados e a proposta deverá ser examinada em regime de urgência constitucional e poderá ser votada até 29 de abril.

Para o deputado, o Projeto traz alguns avanços como a garantia de direitos trabalhistas e previdenciários, mas precisa de um debate amplo para analisar todos os pontos. “A proposta traz avanços para a categoria, mas o texto também tem pontos polêmicos que merecem ser analisados e discutidos minuciosamente”, afirmou o parlamentar.

A audiência pública proposta por Beto Pereira deverá acontecer em conjunto com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e envolver toda a categoria. “Os motoristas de aplicativo são uma realidade na nossa sociedade. Se tornaram uma opção viável para o transporte de passageiros, portanto é importante esse debate”, disse o deputado.

O Projeto de Lei Complementar tem o objetivo, segundo o Poder Executivo, garantir aos motoristas de aplicativos um pacote de direitos trabalhistas e previdenciários sem interferência na autonomia que eles têm para escolher horários e jornadas de trabalho. A proposta não inclui entregadores que prestam serviço por aplicativo.

A remuneração mínima para os trabalhadores, pelo projeto, é proporcional ao salário mínimo atual, de R$ 1.412. Foi fixada em R$ 32,10 por hora trabalhada, entendida como o período das corridas e não aquele “em espera”. Desse total, R$ 8,03 são referentes aos serviços prestados. Os outros R$ 24,07 serão para cobrir custos (celular, combustível, manutenção do veículo, seguro, etc).

Previdência

Pela proposta, os motoristas passam a ser enquadrados como contribuintes individuais para fins previdenciários e serão classificados como “trabalhador autônomo por plataforma”. O texto institui contribuições previdenciárias dos motoristas e das empresas operadoras de aplicativos, equivalentes a 7,5% (motoristas) e a 20% (empresas) do salário de contribuição (R$ 8,03/hora). As operadoras ficarão responsáveis pelo recolhimento de ambas contribuições. Mulheres motoristas de aplicativo terão direito a auxílio-maternidade.

Atualmente, o motorista de aplicativo que quer algum benefício previdenciário tem que pagar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como Microempreendedor Individual (MEI). Porém, essa contribuição não é obrigatória.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

SUS amplia prevenção de ISTs com antibiótico

Medida foi autorizada pelo Ministério da Saúde e deve ser implementada em até 180 dias O Ministério da Saúde ampliou o uso do antibiótico doxiciclina...

Modernização do Sistema Penitenciário de MS

Agepen e Agesul alinham estratégias para acelerar obras e ampliar vagas Representantes da Agepen e da Agesul reuniram-se para alinhar estratégias que visam dar celeridade...

IV Simpósio de Saúde Única abre prazo para submissão de trabalhos científicos

Evento em Campo Grande premiará os melhores resumos com custeio de passagens e diárias Estão abertas as inscrições e o prazo para submissão de resumos...

Motorista foge da PM e bate caminhonete em viatura em Três Lagoas

Homem de 49 anos foi autuado por ameaça, embriaguez ao volante e direção perigosa Um homem de 49 anos foi preso em flagrante pela Polícia...