Beto Pereira propõe audiência pública para discutir projeto que regulamenta a profissão de motoristas de aplicativo

O deputado federal Beto Pereira (PSDB/MS) propôs uma audiência pública em Mato Grosso do Sul para debater o Projeto de Lei Complementar do Poder Executivo que regulamenta o trabalho dos motoristas de aplicativo. O Projeto foi encaminhado à Câmara dos Deputados e a proposta deverá ser examinada em regime de urgência constitucional e poderá ser votada até 29 de abril.

Para o deputado, o Projeto traz alguns avanços como a garantia de direitos trabalhistas e previdenciários, mas precisa de um debate amplo para analisar todos os pontos. “A proposta traz avanços para a categoria, mas o texto também tem pontos polêmicos que merecem ser analisados e discutidos minuciosamente”, afirmou o parlamentar.

A audiência pública proposta por Beto Pereira deverá acontecer em conjunto com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e envolver toda a categoria. “Os motoristas de aplicativo são uma realidade na nossa sociedade. Se tornaram uma opção viável para o transporte de passageiros, portanto é importante esse debate”, disse o deputado.

O Projeto de Lei Complementar tem o objetivo, segundo o Poder Executivo, garantir aos motoristas de aplicativos um pacote de direitos trabalhistas e previdenciários sem interferência na autonomia que eles têm para escolher horários e jornadas de trabalho. A proposta não inclui entregadores que prestam serviço por aplicativo.

A remuneração mínima para os trabalhadores, pelo projeto, é proporcional ao salário mínimo atual, de R$ 1.412. Foi fixada em R$ 32,10 por hora trabalhada, entendida como o período das corridas e não aquele “em espera”. Desse total, R$ 8,03 são referentes aos serviços prestados. Os outros R$ 24,07 serão para cobrir custos (celular, combustível, manutenção do veículo, seguro, etc).

Previdência

Pela proposta, os motoristas passam a ser enquadrados como contribuintes individuais para fins previdenciários e serão classificados como “trabalhador autônomo por plataforma”. O texto institui contribuições previdenciárias dos motoristas e das empresas operadoras de aplicativos, equivalentes a 7,5% (motoristas) e a 20% (empresas) do salário de contribuição (R$ 8,03/hora). As operadoras ficarão responsáveis pelo recolhimento de ambas contribuições. Mulheres motoristas de aplicativo terão direito a auxílio-maternidade.

Atualmente, o motorista de aplicativo que quer algum benefício previdenciário tem que pagar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como Microempreendedor Individual (MEI). Porém, essa contribuição não é obrigatória.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Exposição gratuita une memória e patrimônio até domingo 

A Galeria de Vidro mantém aberta, até o dia 13 de setembro, a exposição “Fragmentos e Cicatrizes da Arquitetura Urbana”. A mostra de artes...

Homem é metralhado com 10 tiros dentro de carro em MS

Suspeito fugiu, escondeu a pistola e acabou preso horas depois pela Polícia Civil Everton Martins de Oliveira (43) é crivado de balas na noite desta...

Jovem é baleado por pistoleiros em atentado no Centro Oeste

Rapaz acredita que o ataque tinha como alvo o conhecido que estava com ele Jovem de 18 anos foi baleado por pistoleiros encapuzados na tarde...

GCM atira em jovem dentro de ônibus no Terminal General Osório

Guarda dispara bala de borracha contra jovem dentro de ônibus Uma ação da GCM no Terminal General Osório, terminou com um jovem atingido por...