Real valorizado também ajuda a pressionar as exportações brasileiras e movimenta as cotações
O açúcar resolveu subir a ladeira e fechou a sessão de segunda-feira (5) no maior preço em 19 meses na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em março avançou 4,01%, encerrando o pregão a 20,73 centavos de dólar por libra-peso. A alta ganhou força com as chuvas persistentes no Centro-Sul do Brasil, principal região produtora de cana-de-açúcar.
O excesso de água vem atrapalhando a colheita e reduzindo o ritmo de moagem nas usinas, aumentando a preocupação dos investidores com a oferta da commodity. O real também entrou na dança e valorizou frente ao dólar, alcançando o melhor nível em cerca de quatro meses e meio.
Com a moeda brasileira mais forte, as exportações de açúcar ficam menos atrativas para os produtores, cenário que ajudou a empurrar os preços internacionais para cima. E não foi só o açúcar que resolveu aparecer no pregão. O algodão subiu 2,51%, o café avançou 1,32%, o cacau ganhou 3,47% e o suco de laranja disparou 6,77%.
No mercado de commodities, pelo jeito, até São Pedro resolveu dar palpite na cotação.
