Põe água no feijão: alta dos preços pesa no bolso do consumidor

Procura do varejo e oferta restrita de grãos de qualidade pressionam as cotações

Levantamento do Cepea monitora o mercado em 51 praças de comercialização

O feijão resolveu subir de preço e, pelo visto, não avisou o bolso do brasileiro. O carioca e o preto registraram alta na maioria das regiões monitoradas pelo Cepea, mostrando que até o prato mais popular da mesa anda ficando metido a artigo de luxo. Segundo o levantamento, o varejo está recompondo estoques, enquanto a oferta de grãos de melhor qualidade segue restrita.

Na prática, a velha combinação entre procura e disponibilidade faz seu trabalho: a cotação sobe, e o consumidor que se vire para fechar a conta. A pesquisa do Cepea, realizada em parceria com a CNA, completou dois anos e acompanha os preços em 51 praças de comercialização, distribuídas por 15 estados e pelo Distrito Federal. Informação não falta; o que começa a faltar é paciência para acompanhar tanta notícia de alta no supermercado.

O feijão-preto subiu em todas as praças monitoradas. Sem percentuais divulgados no levantamento, não dá para medir o tamanho da facada, mas o recado está dado: enquanto o mercado ajusta os preços, o brasileiro pode acabar ajustando a receita. Põe mais água no feijão, porque fazer milagre com o orçamento já virou ingrediente obrigatório.

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