Polícia alerta que criminosos podem usar documentos e reconhecimento facial de candidatos para contratar financiamentos em seus nomes
Duas mulheres foram presas em Goiânia durante uma investigação da Polícia Civil sobre um suposto golpe envolvendo falsas vagas de trabalho. Segundo a polícia, desempregados eram atraídos para entrevistas e acabavam fornecendo documentos, dados pessoais e imagens do rosto.
A suspeita é de que essas informações fossem usadas para realizar financiamentos de veículos sem autorização das vítimas. Em um dos casos, um homem que procurava emprego descobriu que uma Hilux de R$ 150 mil havia sido negociada em seu nome, com R$ 25 mil financiados.
O golpe foi descoberto quando a vítima recebeu uma mensagem do banco informando que o financiamento havia sido concluído. Em outra ocorrência, uma tentativa de financiamento foi identificada cerca de 30 minutos após a candidata participar da suposta entrevista e acabou bloqueada pela instituição financeira.
A Polícia Civil orienta candidatos a redobrarem a atenção ao fornecer documentos, dados bancários e reconhecimento facial em processos seletivos. Ângela Vitória da Silva e Allanis Mel dos Santos Schon da Luz negam envolvimento consciente nas fraudes, e a defesa ressalta que não houve condenação. A Justiça decretou prisão temporária de cinco dias.
