Sistemas agroflorestais ampliam renda, segurança alimentar e proteção ambiental
Mulheres de comunidades tradicionais da Amazônia estão se organizando para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e proteger seus territórios. Por meio de associações e cooperativas, elas unem conhecimento tradicional e novas práticas para preservar a biodiversidade, fortalecer a produção de alimentos e garantir renda para as famílias.
Na comunidade de Pirocaba, em Abaetetuba, no Pará, agricultoras perceberam alterações no ciclo de amadurecimento do açaí, provocadas por períodos de seca prolongada e chuvas fora de época. A observação da natureza tem ajudado as mulheres a adaptar formas de cultivo e colheita diante das mudanças no clima.
Projetos de apoio às comunidades amazônicas têm incentivado a implantação de sistemas agroflorestais, a formação de lideranças femininas e o desenvolvimento de estratégias para ampliar a autonomia das agricultoras. A iniciativa também ajuda no monitoramento da produção e dos impactos ambientais.
Com a diversificação dos cultivos, as mulheres passaram a produzir diferentes alimentos, como frutas e derivados da mandioca, além de ampliar a comercialização em feiras e programas de alimentação escolar. O trabalho coletivo fortalece a segurança alimentar e mostra que a preservação da floresta pode caminhar junto com a geração de renda.
