Setores do agro defendem isenção para produtos brasileiros

Entidades apresentaram argumentos sobre competitividade, preços e impactos no mercado dos Estados Unidos

Representantes do agronegócio brasileiro participaram nesta segunda-feira (6) de uma audiência pública em Washington, nos Estados Unidos, para discutir a possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos nacionais. O encontro foi realizado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que deve definir sua decisão final até o dia 15 de julho.

Segundo participantes, o debate teve um tom mais técnico e menos político, com foco na competitividade dos produtos brasileiros e nos impactos para consumidores americanos. As entidades defenderam que a cobrança de tarifas pode elevar preços e afetar a oferta de alimentos no mercado dos EUA.

No setor cafeeiro, representantes pediram a manutenção da isenção para café verde, torrado e moído, além da inclusão do café solúvel no benefício. Outros segmentos, como carnes e etanol, também foram debatidos durante a audiência, com críticas americanas sobre questões ambientais e comerciais.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que o desmatamento ilegal não representa a realidade do agronegócio nacional. Já entidades do setor de biocombustíveis defenderam que as regras brasileiras seguem normas internacionais de comércio.

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