Justiça sentencia envolvidos em homicídio brutal na Vila Margarida

Réus são julgados por crime com asfixia, fogo e ocultação de cadáver

Sentença envolve penas por homicídio qualificado e tráfico de drogas

O júri da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande condenou, nesta quarta-feira (17), dois réus pela morte de Emílio de Souza, assassinado em fevereiro de 2025, na Vila Margarida. O crime, segundo a denúncia do Ministério Público, envolveu asfixia, queima do corpo e ocultação em uma cova aberta no quintal de uma residência na Rua Focho Yamaki, onde o cadáver foi enterrado após a execução.

As investigações apontaram que o homicídio ocorreu em meio a desavenças entre a vítima e os acusados, com participação de outros envolvidos, incluindo um adolescente na época dos fatos, além de possível ligação dos réus com o tráfico de drogas. O corpo de Emílio foi encontrado três dias depois, em 11 de fevereiro, já em estado de ocultação, o que reforçou a linha de investigação da polícia. O caso foi levado a julgamento após a conclusão das investigações e denúncia formal do Ministério Público.

Na sentença, o juiz Aluizio Pereira dos Santos condenou João Vitor a 19 anos e 7 meses de reclusão, em regime fechado, além de multa. Ronaldo também foi sentenciado, mas teve a pena declarada cumprida em razão do período já preso desde fevereiro de 2025, após aplicação da detração penal. Outros dois acusados, entre eles um adolescente à época do crime, ainda aguardam desfecho judicial após recursos apresentados e permanecem vinculados ao processo.

O caso segue em tramitação para análise dos demais réus pronunciados pela Justiça. A decisão reforça a responsabilização dos envolvidos no homicídio qualificado e na ocultação de cadáver.

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