Defesa recorre, mas os sete jurados entenderam que dinheiro e carro de luxo não compram passe livre para colocar vidas em risco
O passeio de Porsche terminou longe do glamour. Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, um mês e dez dias de prisão pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, em março de 2024. O julgamento terminou na madrugada desta sexta-feira (30), em São Paulo.
Segundo a perícia, o empresário dirigia a 156 km/h em uma avenida onde o limite era de 50 km/h. Pelo visto, o velocímetro não conhecia a palavra prudência, e o motorista tratou a via pública como pista particular de corrida. O impacto destruiu o Renault Sandero de Ornaldo, que morreu após sofrer traumatismo cranioencefálico.
Um amigo que estava no Porsche também ficou gravemente ferido e precisou passar por cirurgia para retirada do baço. A investigação apontou ainda que Fernando havia consumido bebida alcoólica antes de dirigir. Os sete jurados reconheceram o homicídio qualificado por dolo eventual e a lesão corporal. A defesa já recorreu, alegando que a decisão contraria as provas.
Agora, o caso segue para outra etapa na Justiça. Porque Porsche pode até impressionar na garagem, mas não transforma irresponsabilidade ao volante em privilégio.
