Polícia investiga irmãos Zahran por golpes milionários

Herdeiro da família Zahran aplicou golpes até em amigo

Os irmãos Camillo e Gabriel Zahran voltaram aos holofotes policiais ontem, quando a Polícia Civil de São Paulo deflagrou a segunda fase da Operação Castelo de Cartas em São José do Rio Preto e Campo Grande. Os herdeiros da família, conhecidos no setor empresarial de gás e energia, teriam aplicado golpes milionários em investidores de diversas cidades, prometendo lucros elevados por meio de empresas de fachada.

Em Mato Grosso do Sul, Camillo e Felipe Leite chegaram a enganar um amigo de longa data com a promessa de um projeto de fintech para produtores rurais, resultando em R$ 300 mil emprestados, dos quais apenas R$ 31,7 mil foram pagos. Após tentativas frustradas de negociação, o caso seguiu para a Justiça, que reconheceu a dívida e manteve a cobrança. Durante a operação policial, Gabriel prestou depoimento e foi liberado, enquanto Camillo segue foragido.

De acordo com o delegado Fernando Tedde, os irmãos liderariam o esquema, e as investigações continuam para identificar novas vítimas e possíveis cúmplices. A primeira fase da operação resultou na apreensão de veículos de luxo, joias e R$ 250 mil em dinheiro, totalizando mais de R$ 1 milhão em bens. Além das fraudes, Gabriel já havia sido indiciado em 2021 por homicídio culposo em acidente de caça.

Os Zahran agora enfrentam processos por estelionato comum e pela internet, e o caso evidencia a complexidade e alcance das fraudes promovidas pelo grupo familiar.

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