O Programa Carne Angus Certificada fechou 2025 com recordes de produção e exportação, impulsionado pela demanda global por carne premium e pela capacidade do Brasil de fornecer volume padronizado. Foram exportadas 11.286 toneladas, um salto de 260% em relação a 2024. China e Israel lideraram as compras, enquanto novos mercados, como Guiana e Albânia, ampliaram a presença internacional do programa, hoje presente em 35 países. O preço médio por tonelada exportada atingiu US$ 8.505,02, 53% acima da média nacional. No Brasil, 612.212 animais certificados foram abatidos, gerando 53.031 toneladas de carne.
O Nordeste passou a integrar a produção, elevando a operação para 60 frigoríficos em 13 estados. Para 2026, o foco é manter volumes e ampliar a rentabilidade, mesmo diante de cotas chinesas e do acordo Mercosul-UE. Brochmann destaca o interesse europeu por carne rastreada e de alto valor agregado. Apesar do otimismo do setor, o presidente da Associação Brasileira de Angus adota cautela quanto ao impacto político do tratado europeu.

