MS ainda deixa 64,5% do potencial de biometano sem projeto
Mato Grosso do Sul aproveita atualmente apenas 6,5% do potencial de produção de biometano das usinas sucroenergéticas. A vinhaça, resíduo da fabricação de etanol, poderia gerar até 126 milhões de metros cúbicos por safra, mas somente 8,16 milhões de m³ são aproveitados por ano.
O levantamento foi apresentado durante o Bio Energy Summit, em Campo Grande. Dos recursos disponíveis, 81,29 milhões de m³ anuais, equivalentes a 64,5% do potencial das usinas instaladas, ainda não possuem projetos associados. O estudo considera 20 usinas e cerca de 800 mil hectares de cana distribuídos por 42 municípios.
Atualmente, três unidades produzem biometano no Estado, enquanto novos projetos da Atvos e da Adecoagro devem elevar a capacidade para 44,71 milhões de m³ por ano. A expansão também deve contar com resíduos da produção de etanol de milho, que permite atividade durante todo o ano. Para o setor, a integração entre cana, milho e outras cadeias agroindustriais pode ampliar a escala dos projetos e facilitar investimentos na produção de biometano.
