AS ‘DEZ’ MAIS

Benedito de Paula Filho

Quinta-feira, 30 de junho de 2016.

1ª)

Se vivo estivesse o professor J. Barbosa Rodrigues, do CORREIO DO ESTADO faria hoje 100 anos de vida. O homem que começou faxineiro e chegou a dono de um dos maiores conglomerados de comunicação do Centro-Oeste, deixou como herança o ensinamento do bom jornalismo e a retidão dos atos. A ele a nossa gratidão.

2ª)

Mostraram ontem as fotos de como está o Parque Ayrton Senna, para o ex-governador Dr. Pedro Pedrossian que idealizou e fez o local e ele chorou pelo abandono da sua obra. O local se deteriorou depois que Bernal foi reconduzido à prefeitura pelo Ministério Público Estadual. Por esse ato de vandalismo oficial, choramos todos nós.

3ª)

Pesquisa da IPEMS publicada hoje no CORREIO DO ESTADO sobre avaliação administrativa, mostra o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) com 59,61{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} de aprovação contra 9,27{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} de rejeição. Em compensação Alcides Bernal aparece com 27,85{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} de aprovação e 33,86{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} de rejeição. São 7,01{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} de rejeição maior que a aprovação. Qualquer político com essas notas, está morto.

4ª)

É fácil entender porque a rejeição de Bernal é maior que seus poucos pontos de aprovação. Basta fazer uma visita aos postos de Saúde da Capital e ver a ‘pinimba’ que eles estão. Os remédios de uso contínuo como: Ibuprofeno, Diosmina, Hesperidina,Cilostazol,Doxasozina, Paracetamol e Citoneurin sumiram. E olha que dias desses o ministério da Saúde mandou 1,6 milhão para compra-los. Onde foi parar o dinheiro?.

5ª)

Dizem que o caso dos ‘shortinhos chineses’ que foram apenas etiquetados no Paraguai e enviados para os aluninhos da REME está borbulhando e pode dar problema imediato. Uma pessoa lá de dentro me garantiu que nessa operação feita para dar rasteira no fisco já entrou areia com pedra no meio.

6ª)

O pré-candidato a prefeito Marquinhos Trad, do PSD, mandou um recado para o seu irmão Nelsinho Trad: “Não me coloque nos seus negócios porque independo de vocês para ser candidato a prefeito. Não me venham com essa de pesquisas porque sou candidato e me preparei para isso. A maior pesquisa é o povo”. Isso foi uma ducha de água fria nas engenharias políticas de Nelsinho e Puccinelli.

7ª)

Falando em conversações ontem foi dia de papo prolongado entre Nelsinho e a profa. Rode Modesto (PSDB). Os dois passaram juntos boa parte da manhã discutindo não se sabe ‘o quê’. Política boa é assim mesmo: papo pra cá, papo pra lá, e no fim fica tudo conversado e nada resolvido.

8ª)

André Puccinelli anda igual aquela jovem faceira que, pedida em casamento dá como resposta: “Eu quero um tempo pra pensar”. Ele havia marcado reunião pra hoje, mas já desmarcou e quer um tempo pra pensar mais. Dizem que André quer uma verba de 7 milhões para sair candidato, senão vai continuar cuidando dos netos. O PMDB, sem André, não deve fazer nem pro cafezinho.

9ª)

O Ministério Público Estadual voltou a se dividir nitidamente entre o ‘alto clero’ que são aqueles que podem tudo, e o ‘baixo clero’ que seguem a lei. É uma divisão do tipo ‘xiíta’ e ‘sunita’. Os alto clero insiste em manter Bernal na Prefeitura apesar da história sem pé nem cabeça contada pelo GAECO. O ‘baixo clero’ quer que a lei seja observada e aplicada e que Bernal caia fora antes que faça mais besteiras do que já fez. No meio dessa briga fica o povo: penando nas mãos do maluco.

10ª)

O empresário, jornalista e ex-senador Antonio João Hugo Rodrigues, do CORREIO DO ESTADO, andou se estranhando e dizendo palavras duras para o dono do Midiamax, Carlos Naegele. Ontem os comentários ficaram ácidos nas redes sociais. AJ não gostou de ser patrulhado e espionado pelo Midiamax e com razão, porque essa não foi uma conduta entre cavalheiros. Mas tudo isso passa e imprensa é como cachorro de fazenda: brigam entre sí, mas quando chega alguém de fora se intrometendo, se juntam todos para morder o intruso.

Amanhã eu volto.

Fuuuuuuuuuuuuui.

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