Resultados mostram que a dinâmica dos mosquitos-palha e barbeiros varia conforme as mudanças na paisagem
Pesquisas realizadas no Acre indicam que a ocupação do território e a perda de cobertura florestal podem modificar a presença de insetos transmissores de leishmaniose e doença de Chagas na Amazônia. Os estudos analisaram 20 pontos de um assentamento rural em Cruzeiro do Sul.
Na investigação sobre leishmaniose cutânea, a espécie Nyssomyia antunesi foi identificada como dominante. A quantidade de mosquitos-palha esteve mais relacionada ao tempo de ocupação humana do que ao volume de floresta preservada. Já no estudo sobre doença de Chagas, pesquisadores encontraram barbeiros infectados pelo parasita Trypanosoma cruzi em palmeiras próximas às residências.
A redução da cobertura florestal pode aproximar moradores do ciclo silvestre do vetor, mesmo sem a presença dos insetos dentro das casas. Os pesquisadores ressaltam que os resultados não significam que o desmatamento provoque diretamente as duas doenças. A equipe iniciou uma nova etapa voltada à restauração ambiental, com plantio de espécies nativas e acompanhamento dos efeitos das mudanças na paisagem sobre indicadores de saúde.

