Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal para tratar calores da menopausa.

Os fogachos, calores sentidos pelas mulheres durante a menopausa, é a queixa mais comum entre as mulheres que passam por esse período na vida. Até agora, o único meio de tratamento consistia em reposição hormonal, algo que não é indicado a todas as mulheres e ainda é muito controverso no meio médico.

Mas agora, um novo medicamento fabricado pela Astellas em forma de comprimido diário promete revolucionar o tratamento desse sintoma sem uma abordagem hormonal. O Veoza (Veozah em outros países) foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) essa semana e pode ajudar milhares de mulheres em que a reposição hormonal não é indicada.

O medicamento é a base de fezolinetanto abre uma alternativa para quem não pode ou prefere não usar hormônios, seja por histórico de câncer de mama, contraindicações cardiovasculares ou escolha pessoal. Ele age diretamente no hipotálamo, área do cérebro que regula nossa temperatura. Antes da menopausa, os estrogênios produzidos pelos ovários mantêm esse equilíbrio com uma substância química cerebral chamada neurocinina B.

Quando os ovários reduzem a produção de estrogênio, esse desequilíbrio desencadeia alarmes falsos gerando ondas de calor. O fezolinetanto bloqueia o receptor específico onde a neurocinina B se encaixa reduzindo frequência e intensidade dos fogachos. Ou seja, em vez de repor o estrogênio que falta, o remédio atua diretamente no circuito cerebral que desencadeia os sintomas.

O medicamento já é comercializado em vários países, mas o preço do tratamento assusta. Nos EUA, o preço de Tabela do fabricante varia entre US$ 550 a US$ 566 (cerca de R$ 2.855 a R$ 2.937 por mês). No Canadá e na Austrália o tratamento sai mais em conta e o preço varia entre US$ 220 a US$ 350 dólares (cerca de R$ 1.142 a R$ 1.816 por mês).

No Brasil o medicamento ainda não tem uma estimativa de preço. Embora tenha sido aprovado nesta segunda (22) pela Anvisa, ele ainda depende da avaliação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que é quem define os preços que os medicamentos para ser comercializado no mercado. Ainda não há uma previsão para que isso aconteça.

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