Sesau alerta para riscos da baixa procura pela vacina da gripe

Campo Grande registrou neste ano, até o momento, 753 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 49 óbitos, sendo 11 mortes apenas pelo vírus Influenza. A preocupação com esses registros se intensifica durante o período de baixas temperaturas, onde a circulação desses vírus costuma ser mais intensa.

A preocupação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) é que os reflexos dessa primeira onda de frio sejam sentidos nos próximos dias, com aumento da procura por atendimento nas unidades de saúde.

“As frentes frias trazem à tona a circulação de vírus. O quadro clínico do paciente define a gravidade. Idosos e pessoas com comorbidades têm maior chance de evoluir para casos graves e até morte”, reforça a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo.

A Sesau alerta que todos os vírus preocupam, e entre as síndromes respiratórias, cada um tem o seu perfil de gravidade. O rinovírus é causador do resfriado comum, considerado o mais frequente e também pode levar a óbito em situações específicas. Por outro lado, a influenza provoca mais mortes entre adultos jovens, pessoas com comorbidades e idosos.

Já o vírus sincicial respiratório é mais perigoso para crianças menores de 2 anos. A Vigilância destaca que as temperaturas mais baixas tendem a elevar os casos de gripes, resfriados e também de quadros mais graves, especialmente entre idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades.

Vacina disponível

Apesar das estratégias da Sesau, o índice de vacinação contra influenza segue abaixo do esperado, registrando 30,7% de cobertura dos grupos prioritários. A vacina reduz complicações, risco de internação e óbito por influenza, mas depende da adesão desse público.

“A vacina contra influenza é fundamental. Precisamos que a população que faz parte do público prioritário faça a adesão, procure as unidades de saúde para se imunizar. A vacina tem justamente esse papel, de reduzir as complicações”, salienta Veruska.

O imunizante está disponível em todas as unidades de saúde e para os públicos alvos da campanha, que são crianças entre seis meses e menores de seis anos de idade, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades. A ampliação da vacinação para outros grupos depende de determinação do Ministério da Saúde e do envio de doses pelo Programa Nacional de Imunizações. “Nosso interesse é ampliar o mais rápido possível, mas aguardamos orientações do Ministério para que isso ocorra na Capital”, completa.

A baixa adesão à vacinação contra a influenza agrava o cenário. Mesmo com as estratégias e campanhas já realizadas pela prefeitura, a cobertura vacinal segue abaixo do esperado entre os grupos prioritários e, por isso, as autoridades reforçam o alerta.

Enquanto isso, a orientação é manter os cuidados básicos, como higienização frequente das mãos, uso de máscaras em caso de sintomas gripais, evitar locais fechados com aglomeração e atenção aos sinais de agravamento, principalmente em pessoas mais vulneráveis.

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