O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou a atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático da cana-de-açúcar em sequeiro, ferramenta que orienta o plantio para fins como etanol, açúcar e outros usos, com base em critérios científicos. A nova versão substitui parâmetros antigos, atualiza a série climática para o período de 1992 a 2022 e amplia a análise de classes de solo, além de incluir municípios antes impedidos de acessar financiamento público.
Segundo a Embrapa, mesmo com a liberação de áreas na Amazônia e no Pantanal após o fim do ZAE Cana, as mudanças foram pontuais e mantêm restrições onde há excesso de chuvas ou temperaturas elevadas. A cultura segue concentrada no Centro-Sul do país, especialmente em São Paulo, Goiás e Minas Gerais, regiões com maior estabilidade climática e logística consolidada. O zoneamento classifica as áreas por níveis de risco e orienta políticas como crédito rural, Proagro e seguro agrícola, sendo obrigatório em operações acima de R$ 200 mil na safra 2025/2026.
A cana para outros fins, como cachaça e forragem, teve maior abrangência, com exceção do semiárido e áreas sujeitas a geadas. O Zarc pode ser consultado gratuitamente por aplicativo e painéis oficiais, consolidando-se como instrumento estratégico de gestão do risco climático.
