Colisão entre trens de alta velocidade mobiliza equipes de resgate e pode elevar número de vítimas
O que deveria ser uma viagem rápida virou uma tragédia sobre trilhos na Espanha. A colisão entre dois trens de alta velocidade deixou ao menos 30 mortos nesta quarta-feira (28), a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri. O acidente ocorreu na região de Castilla-La Mancha, e as autoridades já alertam que o número de vítimas pode aumentar. Quando a velocidade é alta, infelizmente, o tempo para escapar do pior costuma ser curto demais.
Resgate mobiliza equipes de emergência
Bombeiros, três helicópteros e duas unidades móveis de terapia intensiva foram enviados ao local para atender as vítimas. A circulação ferroviária entre Madri e a Andaluzia foi interrompida, enquanto as equipes trabalham em meio à gravidade da ocorrência. A tragédia também interrompeu a rotina política do país.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez cancelou um compromisso em Madri, e seu partido suspendeu atividades de campanha. Diante de tantas vidas perdidas, a disputa eleitoral fica em segundo plano.
Nova tragédia reacende debate sobre segurança
O acidente acontece menos de um ano após outra colisão ferroviária na Espanha, que deixou 46 mortos em janeiro, na região da Andaluzia. A tragédia anterior já havia levantado questionamentos sobre manutenção da rede e segurança dos passageiros.
Com cerca de 4 mil quilômetros de linhas de alta velocidade, a Espanha possui a segunda maior rede do mundo, atrás apenas da China. O tamanho da estrutura impressiona, mas a pergunta que fica é dolorosa: de que serve chegar mais rápido ao destino quando a segurança não consegue acompanhar a velocidade?
