Promotoria foi contra o benefício, e juiz manteve a prisão preventiva
A tentativa de trocar a prisão pela comodidade de casa não vingou para o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado de feminicídio em Campo Grande. O juiz Aluizio Pereira dos Santos negou o pedido da defesa, após manifestação contrária do Ministério Público. A defesa apelou para razões humanitárias, citando a idade avançada e os problemas cardíacos que levaram o médico ao hospital. Mas, desta vez, o argumento não abriu a porta de casa: a prisão preventiva foi mantida.
Audiência remarcada após internação hospitalar
Jazbik está internado na Cassems desde outubro, após passar por cateterismo e angioplastia. Com a internação, a Justiça adiou a audiência e marcou os depoimentos das testemunhas de acusação para quinta-feira (29), às 13h30. O caso envolve a morte de Fabíola Marcotti, de 51 anos, encontrada com um tiro na cabeça em maio.
O médico nega o crime e sustenta a hipótese de suicídio, enquanto a Polícia Civil aponta indícios de agressões anteriores e descarta essa versão com base na perícia. Agora, o processo segue, e a Justiça ainda terá de examinar as provas antes do julgamento.
