Família viveu em condições degradantes e trabalho escravo em fazenda

Homem trabalhava sem registro e recebia salário baixo, enquanto família vivia em barraco sem saneamento básico.

Uma família foi resgatada de situação análoga à escravidão na terça-feira (29) em Januária, no norte de Minas Gerais, após denúncia de auditores fiscais do trabalho. O homem de 37 anos, que trabalhava desde 2019 no plantio sem registro em carteira, recebia apenas R$ 80 por dia e lidava com agrotóxicos sem equipamentos de proteção. A esposa e os dois filhos menores viviam em um barraco de 20 m², sem acesso à água potável e banheiro, expostos a condições insalubres e falta de privacidade.

Segundo o Ministério do Trabalho, o trabalhador caminhava cerca de 7 km diariamente para buscar água. A família foi acolhida por um parente, com acompanhamento da Secretaria de Assistência Social e do Conselho Tutelar local. O fazendeiro prometeu pagar os direitos trabalhistas em dez dias, enquanto o Ministério Público e a Polícia Federal foram acionados para investigar o caso.

Minas Gerais segue como o estado líder em resgates de trabalhadores em situação de escravidão no Brasil, pelo segundo ano consecutivo, denunciando um grave problema social e trabalhista no país.

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