Casos de atletas sob acusação geram debate jurídico e esportivo no Mundial
A decisão da FIFA de permitir a inscrição de atletas investigados por estupro na Copa do Mundo de 2026 está fundamentada na ausência de condenação judicial ou sanção disciplinar definitiva. A entidade afirma que segue o princípio da presunção de inocência e que não atua como instância julgadora paralela, respeitando os processos legais conduzidos por cada país. Nesse modelo, jogadores permanecem aptos a atuar enquanto não houver decisão judicial final ou medida cautelar que os impeça de exercer a atividade profissional.
Entre os casos citados estão atletas de diferentes seleções, incluindo jogadores do Japão, que enfrenta o Brasil na competição, além de outros nomes sob investigação em seus países de origem. O entendimento da Fifa é de que a responsabilidade pela convocação e manutenção desses atletas nas seleções pertence exclusivamente às federações nacionais, que avaliam critérios esportivos e extraesportivos.
Casos como os de Junya Ito e Kaishu Sano, ambos do Japão, ganharam repercussão internacional após investigações e processos que não resultaram em condenação definitiva. No caso de Sano, o processo foi encerrado sem condenação, o que permitiu seu retorno ao futebol de alto nível. Em outras situações, os procedimentos ainda seguem em diferentes fases de apuração, sem desfecho judicial.
O tema reacende o debate sobre os limites entre justiça esportiva e justiça comum, além dos critérios éticos adotados em competições de alto rendimento. A Fifa afirma que acompanha os casos e mantém diálogo com autoridades competentes, mas reforça que só intervém quando há decisões formais da Justiça ou sanções disciplinares reconhecidas.
