A CPI do Crime Organizado se reúne na próxima quarta-feira, 25 de fevereiro, para votar requerimentos relacionados ao Banco Master, incluindo convite aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Antes das votações, os senadores ouvirão o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, indiciado por intermediação de armas para facções criminosas. Entre os pedidos, há convocação de familiares dos ministros, como a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, e os irmãos José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, sócios em negócios ligados ao Master. Também podem ser chamados o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-ministro Guido Mantega, consultor do banco.
A pauta inclui ex-CEO, diretores e sócios do Master, citados na Operação Carbono Oculto por suspeita de lavagem de dinheiro vinculada ao PCC. Requerimentos solicitam ainda envio de relatórios do Coaf, dados da Anac e registros de entrada e saída de executivos no Senado. A reunião visa esclarecer transações financeiras e vínculos do crime organizado com setores públicos e privados, aprofundando investigações sobre o resort Tayayá e investimentos do banco. O relator Alessandro Vieira destaca a importância do depoimento de TH Joias para mapear infiltrações do crime organizado. A comissão corrigiu informação anterior: não há convocação de Toffoli, apenas de seus irmãos.
