Divoncir Maran é alvo de investigação após fuga de megatraficante
O desembargador aposentado compulsoriamente Divoncir Schreiner Maran voltou ao centro de uma polêmica após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça por conceder prisão domiciliar ao traficante Gerson Palermo, apontado como um dos principais líderes do PCC e condenado a 126 anos de prisão. A decisão foi tomada em 2020, durante a pandemia da Covid-19, e analisada em cerca de 40 minutos, mesmo com um habeas corpus de mais de 200 páginas.
Palermo deixou o presídio de segurança máxima em Mato Grosso do Sul, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu oito horas depois, permanecendo foragido até hoje. O CNJ concluiu que não havia laudo médico que justificasse a soltura e apontou possíveis irregularidades no trâmite do processo. O relatório do PAD ainda cita suspeitas de venda de sentença e lavagem de dinheiro envolvendo negociações de gado ligadas ao filho do magistrado, advogado e investigado por movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.
A defesa de Maran nega qualquer irregularidade e afirma que a decisão judicial ocorreu dentro da legalidade. Defesa de Divoncir Maran nega irregularidades e contesta acusações.
Em Nota: A defesa do desembargador que é feita pelos advogados Romulo Martins Nagib, Luis Gustavo Mendes e Luciano Felício Fuck — negou irregularidades e disse esperar acesso à investigação.
“O Desembargador Divoncir Schreiner Maran e sua esposa negam a prática de qualquer irregularidade e aguardam acesso à investigação para apresentar sua defesa. Qualquer pré-julgamento é imprudente antes que os investigados possam ter conhecimento dos detalhes da investigação e exercer seu direito constitucional à defesa”.
