Algumas espécies mantêm partes do corpo aquecidas mesmo em águas frias, graças a um sistema natural que favorece a natação e a busca por alimento
O atum tem uma vantagem que muito peixe gostaria de ter: consegue manter partes do corpo aquecidas mesmo nadando em águas geladas. Sem casaco e sem aquecedor elétrico, a natureza resolveu o problema na base da engenharia biológica. O segredo está em uma rede especial de vasos sanguíneos que permite transferir calor entre o sangue que chega e o que retorna dos músculos.
É praticamente um sistema de reaproveitamento térmico instalado de fábrica. Mas não pense que todo atum recebeu o mesmo equipamento. A capacidade varia conforme a espécie, e algumas conseguem conservar calor também em órgãos internos, nos olhos e no cérebro. No oceano, até a tecnologia natural tem suas diferenças.
Essa adaptação ajuda determinados atuns a nadar por longas distâncias e buscar alimento em águas mais frias. A ciência investiga esses mecanismos para compreender melhor a vida marinha afinal, enquanto muita gente reclama do frio, certos peixes já encontraram uma solução evolutiva.
