Da Amazônia ao Chaco, comunidades relatam impactos sobre agricultura, água, cultura e produção de alimentos
A América Latina enfrenta desafios crescentes relacionados à degradação dos solos, às secas e aos eventos climáticos extremos. Durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada na Mongólia, representantes de diferentes países relataram impactos sobre comunidades rurais, indígenas e jovens.
Cerca de 28% dos territórios latino-americanos são considerados degradados, percentual superior à média global. No Corredor Seco da América Central, comunidades de El Salvador adotam práticas agroecológicas para melhorar o uso da água e preservar os solos diante da irregularidade das chuvas.
No Chaco argentino, o cenário foi marcado pelo excesso de água. Comunidades acostumadas à seca enfrentaram inundações que destruíram plantações e reduziram a disponibilidade de alimentos para famílias e animais. Na Amazônia peruana, períodos prolongados de estiagem afetam rios, cultivos, pesca e também conhecimentos e práticas tradicionais dos povos indígenas.
Jovens e representantes indígenas defendem maior participação nas decisões ambientais e cobram que compromissos internacionais sejam transformados em políticas efetivas. Para eles, a COP17 também deve servir para ampliar a voz dos territórios, fortalecer parcerias e apoiar soluções sustentáveis para enfrentar a crise climática e a degradação das terras.
