Diagnóstico da encefalopatia traumática crônica depende da análise do cérebro após a morte
Um estudo publicado pela revista científica BMJ apontou que 24,5% dos ex-jogadores da NFL mortos entre 2016 e 2021 apresentavam encefalopatia traumática crônica (ETC). A pesquisa analisou 878 atletas que disputaram pelo menos uma partida oficial na liga durante a carreira.
Do total, 215 jogadores tiveram algum nível de ETC identificado nos exames cerebrais. A doença é uma condição neurodegenerativa associada a impactos repetitivos na cabeça e pode provocar problemas de memória, alterações de humor, depressão e outros sintomas.
Os pesquisadores ressaltam, porém, que a taxa encontrada pode estar subestimada. Dos 878 atletas mortos no período analisado, 643 não tiveram o cérebro examinado, o que impede uma avaliação completa da prevalência da doença entre os ex-jogadores.
Daniel Daneshvar, um dos responsáveis pelo estudo, afirmou que a estimativa de 24,5% é considerada baixa e defendeu medidas para reduzir os impactos na cabeça, especialmente entre crianças. A NFL afirmou que trabalha para tornar o esporte mais seguro, enquanto a NFLPA destacou a necessidade de ampliar pesquisas, tratamento e suporte aos atletas afetados.

