Colheita lenta mantém pressão sobre a indústria
A oferta de mandioca continua abaixo da demanda da indústria e provocou a maior alta semanal nos preços da raiz desde março, segundo levantamento do Cepea. Na última semana, a cotação média subiu 2%, alcançando R$ 471,05 por tonelada negociada a prazo, equivalente a R$ 0,8192 por grama de amido. No acumulado das últimas quatro semanas, a valorização chega a 1,9%. De acordo com o centro de pesquisas, a disponibilidade cada vez menor de lavouras de segundo ciclo e a baixa disposição dos produtores em comercializar raízes mais novas têm limitado o avanço da colheita.
A resistência nas vendas está ligada à rentabilidade considerada insuficiente pelos mandiocultores. Além disso, o plantio segue como prioridade para a maior parte dos produtores, mesmo diante da possibilidade de redução da área cultivada neste ano. Com a oferta restrita e a demanda industrial aquecida, a tendência é de manutenção da pressão sobre os preços no curto prazo.
