Produtores apontam aumento de custos e desafios operacionais
A padronização do tamanho dos morangos vendidos em bandejas passou a chamar atenção de consumidores e produtores em todo o país desde a entrada em vigor da portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, em fevereiro deste ano. A norma determina que cada embalagem reúna frutas com características semelhantes, seguindo critérios técnicos de classificação e apresentação comercial. A medida alinha o Brasil a um regulamento do Mercosul voltado à identidade e qualidade do morango destinado ao consumo in natura.
Enquanto parte do setor avalia a mudança como positiva para a organização do mercado e transparência ao consumidor, produtores relatam impactos diretos na rotina de colheita e separação. A exigência de triagem mais rigorosa aumenta o tempo de trabalho e pode elevar custos operacionais, especialmente para pequenos agricultores. Há ainda preocupação com o descarte ou reclassificação de frutos fora do padrão, o que pode afetar a rentabilidade. Por outro lado, especialistas defendem que a uniformidade pode agregar valor ao produto e facilitar a comercialização. A discussão evidencia o desafio de equilibrar qualidade, padronização e viabilidade econômica no campo.
