Justiça toma edifício conhecido como “prédio do sexo” e condena quatro homens a 12 anos de prisão
O mercado imobiliário do crime funcionava a todo vapor no Edifício Itatiaia, em São Paulo. Conhecido como “Amarelinho” ou “prédio do sexo”, o endereço era apontado pelo Ministério Público como ponto de prostituição e distribuição de drogas ligado ao PCC. Moradia, comércio e criminalidade dividiam o mesmo teto.
Síndico e porteiros também entram na conta
A Justiça condenou quatro homens, entre eles o síndico, dois porteiros e o responsável por um bar, a 12 anos de prisão cada. Segundo a sentença, eles tinham funções importantes na manutenção do esquema. Pelo visto, a administração do condomínio tinha uma pauta bem diferente de cuidar do elevador e cobrar taxa condominial.
Drogas, dinheiro e anotações no pacote
Durante a operação policial, foram apreendidas porções de maconha, cocaína, crack e haxixe, além de R$ 41,2 mil em dinheiro, balança de precisão e registros relacionados às mulheres que trabalhavam no local. O prédio, construído em 1946, tinha 19 apartamentos e duas lojas. Patrimônio histórico, fachada residencial e bastidores nada edificantes.
Agora, o imóvel muda de mãos
A Justiça determinou a transferência do edifício para o Estado, enquanto os 21 proprietários das unidades não foram localizados pela reportagem. A investigação integra a Operação Salus et Dignitas, que mirou uma estrutura criminosa no centro paulistano. Para quem achava que bastava ter escritura e paredes para chamar um imóvel de patrimônio, fica o lembrete: quando o crime toma conta, até o endereço pode acabar confiscado.

